Melhor que tudo isto é podermos ligar estas duas faixas etárias e fazer com que o trabalho tanto dos idosos como das crianças se torne valorizado. Podemos juntar as populações juvenis e idosas, resultando daí, uma resposta social muito mais produtiva fisicamente e emocionalmente. E fundamento esta minha opinião com o escrito a seguir. “Grande parte do trabalho não remunerado que os idosos fazem provê ajuda que seria difícil conseguir usando mão-de-obra remunerada.” O estudo revelou que os “australianos com mais de 65 anos contribuem por ano (para a sociedade) quase $39 bilhões de dólares australianos [$27 bilhões, EUA] em actividades não remuneradas e trabalho voluntário”. Essas actividades voluntárias incluem por exemplo cuidar de crianças. Este trabalho não remunerado, dizem os autores, “pode fazer o papel de resposta social, que ajuda a manter a sociedade unida”. Não se pode medir seu valor apenas em termos monetários.

Depois deste fundamento, penso que muitas dúvidas estão respondidas e muitas outras questões também poderão ser levantadas. Este é um tema que tem que ser debatido quanto possível. As nossas populações estão cada vez mais dispares, ou seja, mais idosos e crianças e menos pessoas de meia-idade, ou activas na sociedade. Sendo assim, os planos de resposta social têm que começar a ser planejados. Em alguns países da Europa, cresce o descontentamento com os serviços de saúde. Dados colhidos pela Comissão Europeia indicam que muitos idosos e crianças em Portugal, na Grécia e na Itália são da opinião de que os serviços de saúde deixam muito a desejar. É preciso admitir que a saúde pública na Europa vem sofrendo grande pressão. Ora, isto tem que ser mudado. A realidade é que entre os 580 milhões de idosos no mundo, 60% vivem em países em desenvolvimento. A melhoria nos serviços de saúde, no saneamento, nas moradias e nos hábitos alimentares possibilita que mais e mais pessoas nesses países cheguem à velhice.
Ontem, no programa “30 Minutos” na RTP 1, foram abordados temas muito interessante e de grande importância. Posso apenas destacar o que interessa para este assunto. Existem dezenas de crianças sem resposta social ao seu ensino pré-escolar. Em muitas freguesias de Beja, o ensino pré-escolar dado a estas crianças é dado pela grande disposição da professora que metade do dia está numa escola a ensinar 3-4 crianças e da parte da tarde já está na outra ponta do concelho a leccionar outros 3-4 alunos. Teremos nós que repensar em todas as respostas sociais?
4 comentários:
Parabéns pela iniciativa do blog.
É sempre saudável ocupar-mo-nos com o bem estar dos outros; em qualquer idade.
Tenho uma opinião absolutamente contrária ao que hoje se faz; de armazenar pessoas pela idade.Numa família as idades misturam-se e só assim as pessoas sabem viver.Os lares,designação de que gosto, devem receber qualquer idade, e aos adultos(e não idosos)deve-se distribuir tarefas conforme as suas capacidades. Não esquecer que contar histórias aos pequeninos, é uma tarefa.
É evidente que,os das idades extremas ou nas incapacidades intransponíveis,a situação é só de receber;mas o que se pretende é matar esta ideia terrível de velhice como sinónimo de incapacidade, e de pêso para a sociedade.Até porque economicamente é um erro.
Bons êxitos.
É na mescla das idades e dos vários saberes que progredimos.
Ferreira Pinto, essa é uma afirmação que poderia considerar como máxima. Na minha perspectiva de ver as coisas, os idosos têm a experiencia da vida para nos ensinar. As crianças ensinam-nos com a sua honestidade, com a sua simplicidade de ver a Vida, que muitas vezes se pensássemos como eles, só nos beneficiariamos.
Um abraço
Já cá tinha vindo ontem por indicação do "macaquinhos no sótão" e vou voltar. Quanto à colocação da hiperligação, não tenho nenhuma porque não sei como fazê-lo.
Abraço
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